
SAC ou Price: qual tabela escolher no financiamento
Uma começa com parcela maior e vai diminuindo; a outra começa menor e fica igual. Veja a diferença em números e qual faz mais sentido para você.
Quando o juro cai, mais gente consegue financiar e o preço do imóvel sobe. Veja a conta de comprar agora ou esperar, com os números de Curitiba.
Revisado por Giovani Ivanski e Adriane Alves, corretores de imóveis da Selim Imóveis.

A Selic caiu de 15% para 13,75% em 2026, em seis cortes seguidos. O mercado projeta 12% no fim de 2027 e 10,5% no fim de 2028. Então vale comprar agora ou esperar o juro baixar mais?
Para quem paga aluguel, esperar costuma sair mais caro. A economia no juro tende a ser engolida pela alta do imóvel e pelo aluguel pago enquanto isso. Na maioria dos casos, a conta melhor é comprar agora e trocar o financiamento de banco depois, se o juro cair. Há exceções, e elas estão no fim deste texto.
O juro que está alto é o do financiamento comum. No Minha Casa, Minha Vida, a taxa vai de 4% a 10% ao ano e é definida pela faixa de renda da família. A Selic não mexe nela.
Para quem se encaixa no programa, esperar não baixa a taxa. Só adia a saída do aluguel.
No financiamento comum, os grandes bancos cobram hoje entre 11% e 12,5% ao ano, mais a TR. A TR é uma correção que entra em cima da taxa e tem somado perto de 2% ao ano. Na prática, o custo fica em torno de 13% ao ano.
Quando a Selic cai, a TR também tende a cair. Por isso a queda do juro alivia a parcela por dois lados.
Juro menor faz mais famílias passarem na análise de crédito. Mais gente comprando dá às construtoras espaço para subir a tabela, e quem vende um usado negocia menos.
Em Curitiba, os preços já estão subindo:
O exemplo: um imóvel de R$ 500 mil, com R$ 400 mil financiados em 35 anos. Comprando hoje a 11,5% ao ano, a primeira parcela fica em R$ 4.597.
Agora, a mesma compra daqui a um ano, com o juro 1 ponto menor (10,5%):
| Quanto o imóvel subiu no ano | Primeira parcela | Diferença por mês | Entrada a mais |
|---|---|---|---|
| Nada | R$ 4.294 | R$ 303 a menos | – |
| 3% | R$ 4.423 | R$ 174 a menos | R$ 3.000 |
| 5% | R$ 4.509 | R$ 88 a menos | R$ 5.000 |
| 9%, como os lançamentos em Curitiba nos últimos 12 meses | R$ 4.681 | R$ 84 a mais | R$ 9.000 |
Estimativa no sistema SAC, sem seguros e sem TR. Entrada de 20%.
Com 1 ponto a menos de juro, a parcela cai R$ 303. Basta o imóvel subir 5% no ano para essa economia quase sumir. Se ele subir como os lançamentos subiram nos últimos 12 meses, a parcela fica maior do que se você tivesse comprado hoje.
E a tabela ainda não conta os 12 meses de aluguel pagos enquanto você espera. Em Curitiba, o aluguel subiu 9,48% em 12 meses.
Se o juro cair depois que você comprar, existe a portabilidade: levar o financiamento para outro banco que ofereça taxa menor. O que não dá para renegociar depois é o preço que você pagou no imóvel.
Esse é o caminho que os especialistas ouvidos pelo InfoMoney apontam: contratar agora e renegociar quando a Selic cair.
Na compra na planta há outra saída. Em parte dos lançamentos, o financiamento com o banco só é assinado na entrega das chaves. Você trava o preço do imóvel hoje e paga a entrada parcelada durante a obra. A taxa do banco é a da época da entrega.
Nesses casos, dá para usar o tempo a favor: deixar o crédito analisado e a lista de imóveis pronta, para decidir sem pressa quando chegar a hora.
A gente simula a sua compra hoje e num cenário de juro menor, lado a lado, com o aluguel que você paga. Você vê em números quanto custa esperar.
Fontes: InfoMoney: comprar imóvel em 2026 é uma boa ideia? · Copom, setembro de 2026 · Boletim Focus · Taxas dos bancos · INCC-M, FGV, setembro de 2026 · Índice FipeZap de Venda, m² em Curitiba · Índice FipeZap de Locação, agosto de 2026 · ADEMI-PR e Brain, 2º trimestre de 2026

Uma começa com parcela maior e vai diminuindo; a outra começa menor e fica igual. Veja a diferença em números e qual faz mais sentido para você.

Sem carteira assinada também dá para financiar. Veja quais documentos o banco costuma aceitar e o que ajuda a aprovação.

O aluguel na cidade sobe mais que o dobro da inflação e mais que dobrou desde 2021. Veja quanto isso pesa no seu bolso e quando comprar passa a fazer sentido.
Usamos cookies para entender como o site é usado e melhorar os anúncios. Você pode aceitar todos ou só os essenciais. Política de Privacidade