Pular para o conteúdo

Entrada parcelada na obra: como funciona e quanto fica por mês

Em lançamentos, a entrada não precisa sair toda de uma vez. Veja como ela é dividida até as chaves, o que corrige o valor e o que conferir antes de assinar.

Equipe Selim Imóveis
· 3 min de leitura

Revisado por Giovani Ivanski e Adriane Alves, corretores de imóveis da Selim Imóveis.

Prédio residencial em construção com guindaste, visto da rua
Imagem ilustrativa gerada por IA

Para muita família, o que trava a compra não é a parcela do financiamento. É a entrada. Juntar dezenas de milhares de reais de uma vez, pagando aluguel, parece impossível.

Em imóvel na planta, a conta costuma ser outra: a entrada é dividida em parcelas com a construtora enquanto o prédio é construído. Quando as chaves chegam, boa parte dela já foi paga.

O que é a entrada

O banco financia uma parte do valor do imóvel. Quanto, depende do banco, do programa e da sua renda. A entrada é a diferença entre o preço do imóvel e o que o banco financia.

Essa diferença pode ser coberta de três jeitos, que se somam:

  • FGTS, se você tem direito a usar;
  • subsídio do Minha Casa, Minha Vida, para quem se enquadra na faixa de renda;
  • o que sobra, que em lançamentos costuma ser parcelado com a construtora.

Como a entrada é dividida na planta

Cada construtora monta o seu fluxo, mas ele quase sempre tem estas partes:

  • Ato ou sinal: um valor menor, pago na assinatura.
  • Parcelas mensais: divididas até a entrega das chaves.
  • Parcelas intermediárias: alguns fluxos têm reforços semestrais ou anuais, que baixam a mensal.

Um exemplo com números

Um exemplo simples, só para mostrar a lógica. Os valores reais mudam de imóvel para imóvel.

Valor
Preço do imóvel R$ 300.000
Financiado pelo banco R$ 240.000
Entrada R$ 60.000
FGTS usado na entrada R$ 20.000
Ato na assinatura R$ 4.000
Restante em 30 parcelas mensais R$ 1.200 por mês

Nesse caso, a família não precisa ter R$ 60 mil guardados. Precisa de R$ 4 mil na assinatura e de R$ 1.200 por mês até as chaves.

Duas coisas que entram na conta

Correção pelo INCC. As parcelas pagas à construtora costumam ser corrigidas pelo INCC, o índice que mede o custo da construção, até a entrega. A parcela de R$ 1.200 do exemplo vai subindo um pouco ao longo da obra.

Juros de obra. Quando o financiamento é contratado ainda na planta, o banco cobra, durante a construção, juros sobre o valor que já liberou para a construtora. A amortização da dívida só começa depois. Por isso, nesse período você pode ter duas contas ao mesmo tempo: a parcela da entrada e os juros de obra. Veja como eles funcionam, com números.

Nenhuma das duas é surpresa, desde que alguém coloque no papel antes da assinatura.

O que conferir antes de assinar

  • Quantas parcelas mensais são e se o prazo bate com a data de entrega.
  • Se o fluxo tem parcelas intermediárias, quantas e de quanto.
  • Qual índice corrige as parcelas e até quando.
  • Quanto devem ficar os juros de obra, mês a mês.
  • Quando começa a parcela do banco.
  • Qual é a data de entrega e o prazo de tolerância do contrato, que por lei é de no máximo 180 dias.

Como a gente faz

Para cada imóvel, a gente monta essa conta por escrito, com a sua renda: quanto vai de FGTS, quanto de subsídio, quanto fica por mês até as chaves e quanto fica depois. Você compara as opções com os números na mão, antes de visitar.

Leia também

Todos os artigos
Prédio residencial antigo numa rua arborizada, em dia nublado
Sair do aluguel

Comprar ou alugar em 2026? A conta honesta

Com os juros de hoje, a parcela pode ficar acima do aluguel do mesmo imóvel. Veja o que entra na conta e para quem a compra vale a pena.

Antes de abrir o WhatsApp

São 3 perguntas rápidas, para o corretor já te responder com valores.