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O aluguel em Curitiba subiu 9,48% em 12 meses. O que isso muda para você

O aluguel na cidade sobe mais que o dobro da inflação e mais que dobrou desde 2021. Veja quanto isso pesa no seu bolso e quando comprar passa a fazer sentido.

Equipe Selim Imóveis
· 3 min de leitura

Revisado por Giovani Ivanski e Adriane Alves, corretores de imóveis da Selim Imóveis.

Prédios residenciais de Curitiba atrás da estação rodoferroviária, com araucárias entre os edifícios
Foto: Wilfredor, domínio público (CC0), via Wikimedia Commons

Em 12 meses até agosto de 2026, o aluguel de apartamentos em Curitiba subiu 9,48%. No mesmo período, a inflação medida pelo IPCA foi de 4,22%. O aluguel subiu mais que o dobro.

E não é um ano fora da curva. Entre 2021 e 2025, o aluguel na cidade superou a inflação todos os anos e, no acumulado, mais que dobrou.

Quanto isso pesa no mês

Um exemplo com números redondos: quem pagava R$ 1.800 de aluguel há um ano, com um reajuste no ritmo do mercado, passa a pagar perto de R$ 1.970. São R$ 170 a mais por mês, ou cerca de R$ 2.000 a mais por ano, pelo mesmo apartamento.

Esse dinheiro não volta. No fim do contrato, o imóvel continua sendo do dono.

Por que o aluguel sobe tanto

Três coisas se somam:

  • Muita gente morando de aluguel. Cerca de 26% dos curitibanos moram em imóvel alugado.
  • Juro alto. Com a Selic alta, muita família adia a compra e continua no aluguel, o que aumenta a procura.
  • Poucos imóveis maiores. A maior parte dos lançamentos recentes é de compactos. Apartamento de 2 e 3 quartos bem localizado está mais disputado.

Comprar passa a fazer sentido quando

A parcela de um financiamento nem sempre é menor que o aluguel. Mas ela tem duas diferenças importantes:

  • Parte dela vira patrimônio. Cada parcela abate um pedaço da dívida de um imóvel que é seu.
  • Ela é conhecida. No sistema SAC, a parcela diminui com o tempo. No aluguel, o reajuste vem todo ano, e nos últimos anos veio acima da inflação.

No Minha Casa, Minha Vida, com juros de 4% a 10% ao ano conforme a faixa de renda, a parcela costuma ficar bem perto do valor de um aluguel.

Quando continuar no aluguel é melhor

Se você pode mudar de cidade nos próximos 2 ou 3 anos, alugar pode sair melhor: os custos de compra e venda não compensam num prazo curto. Para quem vai ficar, a conta costuma virar.

Como a gente faz

Você conta quanto paga de aluguel hoje e a renda da família. A gente mostra, por escrito, imóveis com parcela na mesma faixa, quanto do FGTS dá para usar e quanto fica de entrada. Aí você compara lado a lado.

Fontes: Índice FipeZap de Locação, agosto de 2026 · IBGE, IPCA de agosto de 2026 · ADEMI-PR e Brain, 1º trimestre de 2026

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