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Quem compra na planta paga ao banco, durante a construção, uma taxa que cresce com a obra. Veja como ela funciona, um exemplo com números e o que conferir.
Revisado por Giovani Ivanski e Adriane Alves, corretores de imóveis da Selim Imóveis.

Quem compra imóvel na planta costuma ouvir falar em “juros de obra” só depois de assinar. É aí que vem o susto. Explicado antes, ele vira só mais uma linha da conta.
Quando o financiamento é assinado ainda na planta, o banco não entrega todo o dinheiro para a construtora de uma vez. Ele vai liberando conforme a obra avança.
Sobre o valor já liberado, o banco cobra juros durante a construção. É isso que se chama de juros de obra (ou taxa de evolução de obra). Junto com eles vêm os seguros do financiamento.
Os juros de obra não abatem a dívida. A parcela que amortiza o financiamento só começa depois que a obra termina.
Um exemplo simples, feito pela gente (estimativa, sem seguros): financiamento de R$ 240 mil, com juros de cerca de 8% ao ano, como na Faixa 3 do Minha Casa, Minha Vida.
| Andamento da obra | Valor liberado | Juros de obra por mês |
|---|---|---|
| 10% | R$ 24 mil | cerca de R$ 150 |
| 50% | R$ 120 mil | cerca de R$ 770 |
| 90% | R$ 216 mil | cerca de R$ 1.390 |
Durante a obra, quem compra na planta pode ter duas contas por mês: a entrada parcelada com a construtora e os juros de obra com o banco. A soma das duas precisa caber no seu orçamento em todas as fases, não só no começo.
Os juros de obra duram enquanto a obra durar. Se a entrega atrasar, essa fase se estende. Por isso vale olhar, antes de assinar:
Na conta que você recebe por escrito, a gente coloca as duas coisas mês a mês: a parcela da entrada e a estimativa dos juros de obra conforme o cronograma. E mostra o histórico da construtora, para você decidir sabendo com quem está comprando.
Fonte: simulação Selim Imóveis com juros de setembro de 2026 · Caixa e Ministério das Cidades, Portaria MCID nº 333/2026

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