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Minha Casa, Minha Vida em números: por que o programa está em alta

Vendas crescendo, distrato baixo e estoque saudável. Os números de 2026 mostram o programa como o segmento mais sólido do mercado imobiliário.

Equipe Selim Imóveis
· 2 min de leitura

Revisado por Giovani Ivanski e Adriane Alves, corretores de imóveis da Selim Imóveis.

Prédios residenciais à noite, com muitas janelas acesas
Imagem ilustrativa gerada por IA

Enquanto o médio e alto padrão sente os juros altos, o Minha Casa, Minha Vida segue na direção contrária. Os números dos 12 meses até junho de 2026 mostram isso com clareza.

Os números do programa

  • 162,2 mil unidades vendidas em 12 meses, alta de 9,1%.
  • Lançamentos: alta de 12,7%.
  • Distrato (quando o comprador desiste da compra): 10% das vendas.
  • Estoque: cerca de 11 meses de venda, considerado saudável.

A comparação com o médio e alto padrão

Minha Casa, Minha Vida Médio e alto padrão
Vendas em 12 meses 162,2 mil (+9,1%) 30,6 mil (−17,5%)
Distrato sobre vendas 10,0% 19,4%
Estoque, em meses de venda 11,3 15,6

O distrato do programa é cerca de metade do registrado no médio e alto padrão. Na prática, quem compra pelo programa consegue pagar e fica com o imóvel.

Por que o programa vai bem

Juro fixo pela faixa. A taxa do programa, de 4% a 10% ao ano, não sobe com a Selic. Com os juros do mercado em cerca de 10% a 12% ao ano, a diferença pesa a favor.

Faixas ampliadas. Desde abril de 2026, o programa atende renda de até R$ 13 mil e imóveis de até R$ 600 mil. Mais famílias entraram.

FGTS. O crédito com recursos do FGTS puxou o crescimento do crédito imobiliário no 1º semestre, segundo a Abecip.

Parcela que cabe. O banco limita a parcela a cerca de 30% da renda, e o juro menor faz o imóvel caber nesse limite.

E em Curitiba

Curitiba bateu recorde de vendas de imóveis novos, com mais de 12 mil apartamentos vendidos em 12 meses, e o programa voltou a ter peso nos lançamentos da capital. Ao mesmo tempo, o aluguel na cidade subiu 9,48% em 12 meses, o que faz a parcela do programa ficar cada vez mais perto de um aluguel.

Como a gente faz

A gente confere a sua faixa, simula a parcela com os juros do programa e mostra os imóveis que se encaixam. Por escrito, antes de visitar.

Fontes: Indicadores ABRAINC/Fipe, junho de 2026 · Abecip, 1º semestre de 2026 · ADEMI-PR e Brain, 2º trimestre de 2026 · Índice FipeZap de Locação, agosto de 2026

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