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A evolução do Minha Casa, Minha Vida: de 2009 a 2026

O programa nasceu para a baixa renda e hoje atende a classe média. Veja como as faixas, a renda e o valor dos imóveis mudaram em cada fase.

Equipe Selim Imóveis
· 4 min de leitura

Revisado por Giovani Ivanski e Adriane Alves, corretores de imóveis da Selim Imóveis.

Rua com casas antigas coloridas e um prédio residencial novo ao fundo
Imagem ilustrativa gerada por IA

O Minha Casa, Minha Vida tem mais de 15 anos. Nesse tempo, mudou de nome, de regras e, principalmente, de público. Entender essa história ajuda a entender por que o programa de hoje não é o mesmo do que ficou na memória.

2009: o começo

O programa foi criado em março de 2009, com a meta de 1 milhão de moradias. As faixas eram medidas em salários mínimos:

  • Faixa 1: até 3 salários mínimos, com o governo pagando quase todo o imóvel;
  • Faixa 2: de 3 a 6 salários mínimos (em 2009, de R$ 1.395 a R$ 2.790);
  • Faixa 3: de 6 a 10 salários mínimos.

Grande parte das moradias foi para a faixa de menor renda. Foi dessa fase que veio a imagem de conjunto habitacional afastado.

2011 a 2016: novas fases

O programa seguiu em novas fases, com metas maiores. Em 2016, na terceira fase, foi criada uma faixa intermediária, a Faixa 1,5, para famílias com renda de até R$ 2.350, que antes não eram atendidas.

2020 a 2022: Casa Verde e Amarela

Em 2020, o programa foi substituído pelo Casa Verde e Amarela, que virou lei em janeiro de 2021, com três grupos de renda: até R$ 2 mil, até R$ 4 mil e até R$ 7 mil por mês.

2023: a volta do Minha Casa, Minha Vida

Em fevereiro de 2023, o programa voltou com o nome original e novas faixas: até R$ 2.640, até R$ 4.400 e até R$ 8.000 de renda familiar. O teto do imóvel nas Faixas 2 e 3 foi para R$ 350 mil.

2025: nasce a Faixa 4

Em maio de 2025, o programa ganhou a Faixa 4, pensada para a classe média: renda de R$ 8.600,01 a R$ 12 mil e imóveis de até R$ 500 mil, com juros de 10% ao ano e prazo de até 35 anos. As outras faixas passaram a ir até R$ 2.850, R$ 4.700 e R$ 8.600.

2026: a maior ampliação

A Portaria MCID nº 333, publicada em 1º de abril de 2026, ampliou as faixas de novo. As regras novas valem na Caixa e no Banco do Brasil desde 22 de abril:

Faixa Renda da família Valor do imóvel Juros
1 Até R$ 3.200 R$ 210 mil a R$ 275 mil Os menores do programa
2 Até R$ 5.000 R$ 210 mil a R$ 275 mil De 4% a 10% ao ano
3 Até R$ 9.600 Até R$ 400 mil Cerca de 7,66% a 8,16% ao ano
4 Até R$ 13.000 Até R$ 600 mil 10% ao ano

O que a comparação mostra

2023 2025 2026
Limite da Faixa 1 R$ 2.640 R$ 2.850 R$ 3.200
Renda máxima atendida R$ 8.000 R$ 12.000 R$ 13.000
Imóvel mais caro no programa R$ 350 mil R$ 500 mil R$ 600 mil

Em três anos, a renda máxima atendida passou de R$ 8 mil para R$ 13 mil, e o valor do imóvel quase dobrou. O programa deixou de ser só para a baixa renda e passou a cobrir boa parte da classe média.

E o resultado

Hoje o programa é o segmento mais saudável do mercado imobiliário: nos 12 meses até junho de 2026, as vendas cresceram 9,1%, e o distrato (quando o comprador desiste) ficou em 10%, cerca de metade do registrado no médio e alto padrão (19,4%).

Como a gente faz

As regras mudaram muito, e mudam de novo. A gente confere a sua faixa pelas regras de hoje e mostra, com números, o que o programa muda na sua parcela.

Fontes: Ipea, Programa Minha Casa, Minha Vida (2009) · Lei nº 11.977/2009 · Agência Brasil, faixa intermediária · Câmara dos Deputados, Casa Verde e Amarela · Agência Gov, faixas de 2023 · Agência Brasil, Faixa 4 (2025) · Portaria MCID nº 333/2026 · Indicadores ABRAINC/Fipe, junho de 2026

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