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Minha Casa, Minha Vida é imóvel ruim? O que mudou no programa

Hoje o programa vai até R$ 600 mil, com lazer, sacada e 3 quartos. Veja o que mudou desde a fama de imóvel pequeno e longe, e o que conferir.

Equipe Selim Imóveis
· 3 min de leitura

Revisado por Giovani Ivanski e Adriane Alves, corretores de imóveis da Selim Imóveis.

Condomínio residencial com sacadas, jardim e playground, com araucárias ao fundo
Imagem ilustrativa gerada por IA

Quando se fala em Minha Casa, Minha Vida, muita gente ainda imagina o conjunto habitacional do começo do programa: prédio simples, apartamento pequeno, longe de tudo. Essa imagem tem origem real, mas não descreve o programa de 2026.

De onde vem a fama

Nos primeiros anos, a maior parte das moradias do programa era da faixa de menor renda, com o governo pagando quase todo o imóvel. Para caber no orçamento, muitos empreendimentos foram feitos em terrenos baratos, afastados, com o mínimo de acabamento. Foi isso que ficou na memória.

O que mudou

O teto subiu. Hoje o programa financia imóveis de até R$ 600 mil, na Faixa 4. Na Faixa 3, o teto é de R$ 400 mil. Em Curitiba e região, é a faixa de preço de muito apartamento de 2 e 3 quartos em bairro bem servido.

A renda atendida subiu. O programa atende famílias com renda de até R$ 13 mil por mês. Não é mais um programa só para baixa renda: a Faixa 4 foi criada justamente para a classe média.

As construtoras mudaram o produto. Com mais gente de renda média no programa, os lançamentos passaram a competir por esse comprador: condomínio com lazer, sacada com churrasqueira, opções com área privativa, planta de 3 quartos.

Não é só lançamento. Dependendo da faixa, dá para usar o programa em imóvel novo, na planta ou usado.

Exemplos que a gente vende hoje

  • O Vivere Uno, em Pinhais, tem selo Casa Azul+ da Caixa, nível Cristal, sacada com churrasqueira, uma vaga por apartamento e nove espaços de lazer.
  • O Residencial Cortese, da MRV, no Neoville, tem opções com área privativa e lazer para a família.

O que continua valendo conferir

A qualidade não é igual em todo empreendimento: ela depende da construtora, não do programa. Antes de escolher, vale olhar:

  • o histórico de entregas da construtora e como estão os prédios que ela já entregou;
  • o memorial descritivo, que diz o acabamento que vem no apartamento;
  • a localização de verdade: transporte, escola, mercado e o tempo até o trabalho;
  • o custo do condomínio, que entra na conta do mês.

A vantagem que ninguém discute

O juro do programa vai de 4% a 10% ao ano, conforme a faixa. Fora dele, o financiamento pelos bancos está em cerca de 10% a 12% ao ano, mais TR. Para o mesmo imóvel, a parcela fica menor. E, nas Faixas 1 e 2, ainda existe o subsídio, que diminui a entrada.

Como a gente faz

A gente só oferece empreendimento que tem o histórico da construtora na mão. Você vê o memorial, a localização e a conta do mês antes de visitar.

Fontes: Caixa e Ministério das Cidades, Portaria MCID nº 333/2026 · Juros do SBPE em 2026

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